quarta-feira, 17 de outubro de 2012

"Estou frito"

"Estou frito... - duas palavras, que englobam ao mesmo tempo : a punição, a morte, a tortura e a eternidade -" (Retirado do livro "Lolita" )

Agora o meu funebré sonho de consumo...

  "

conselho

o jeito mais pacífico, indolor e eficaz de morrer/se matar
é tomando Nembutal (substancia pentobarbital).

Mas tem que ser o Nembutal líquido, concentrado, de garrafinha.
Na internet você encontra foto da embalagem.
Nem dá tempo de tomar a garrafinha toda
que você já cai num sono profundo e eterno,
ou seja, morre rapidamente,
pois o cérebro para de receber oxigênio enquanto você dorme.

Dizem que é amargo,
então acho melhor misturar com alguma bebida de sabor agradável.
No seu lugar eu tomaria com Coca-Cola.
Ou então manda ver uma tubaína geladinha.
Não vá fazer a besteira de tomar o Nembutal em cápsulas ou supositório,
porque você pode sobreviver com graves sequelas.

Esse medicamento é um barbitúrico, altamente controlado,
usado como substância anestésica e no ramo veterinário,
principalmente para sacrifício de animais de grande porte.
Antes de ingerir é bom tomar algum anti-vômito,
só por precaução de alguém aparecer justamente na hora H.

Problema:
Acho que nem é vendido no comércio brasileiro.
O lugar mais fácil de conseguí-lo deve ser no México,
em lojas de produtos veterinários de cidades como Tijuana.
Pelo que fiquei sabendo,
as autoridades tentam proibir a venda por lá,
pois inúmeros estrangeiros vão em busca do medicamento.

Se conseguir algum lugar que venda no Brasil,
vai ser difícil de comprar,
somente com receita/registro de medicina ou veterinária.
Tenta conseguir um certificado ou registro em seu nome.
Ou então subornar alguém de algum hospital ou clínica que tenha o medicamento.

Já que você vai morrer mesmo,
compra uma passagem para o México e faz tudo por lá
e aproveita para tirar umas férias em Cancún, Acapulco ou Cozumel.
Aproveita e sai sem pagar as diárias dos resorts,
pois defunto não leva dívida para o caixão.
Caso entre em desespero,
não vá baixar o nível cortando os pulsos,
pois isso raramente dá certo
e depois você vai passar a maior vergonha.
Vai ficar com cicatrizes e depois seus amigos irão te zuar muito.

O método de se afogar na banheira
acho que tb não dá muito certo
porque quando você afunda a água sai para fora
(a física quântica eletronegativa femural citoplasmática intergaláctica explica isso).
A menos que você entre na banheira com a torradeira ligada no 220V,
só que se acabar a luz você tá ferrado, vai ser mais uma decepção.

Deixo bem claro que não recomendo que você faça isso,
apenas respondi a sua pergunta, ok?
Mas caso você seja teimosa(o), boa sorte..
depois você aparece qualquer noite
e me conta como é viver do outro lado,
se é verdade que tá cheio de mulher pelada por lá.

PS:
Sou contra esse negócio das pessoas se matarem pulando de prédio,
se jogando na frente de um trem,
dando tiro de escopeta na cabeça,
pois jorra muito sangue e as tripas ficam espalhadas pelo chão,
é difícil de limpar.
E o seu cachorro ainda corre o risco de lamber o sangue.
Sem contar que pode estragar o velório se você ficar muito detonado(a).
Pense na hipótese de você abrir os olhos dentro do caixão
e assustar todo mundo no velório.
Se o caixão estiver fechado,
ninguém vai ver e não terá graça nenhuma.

Esses suicídios sanguinolentos são muito traumatizantes para a família
e para quem é obrigado a presenciar o fato.
Melhor uma versão mais light.
Se é prá morrer, então que seja com estilo,
pacificamente.. calmamente.. serenamente e outras ´mentes´.

Acho que mesmo para quem é à favor da vida
é bom ter uma garrafinha guardada em casa,
pois nunca sabe-se o dia de amanhã. "


Retirado do CVM...

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Minha fome...

Olhos abertos, nunca vêem
O que deveria ser visto por si
Sombras passando, e seus olhos
Ainda não perceberam o tempo perdido

Ranger da madeiro no frio, o lar se foi
Junto com suas memórias e sua motivação
O precipício imáginario, é o sonho ou fantasia
Que consume seu corpo cansado de fracassar

Alma apagando, os anjos lamentarão mais tarde
Mais por enquanto só debocham
Oceano fundo, a queda é grande...
Monotoná fica a vida de quem vê além

Fome sedenta, por algo que ainda não existe
É repulsivo a saliva de esperança desperdiçada
Criança abusada, se condena no futuro
E suicida o seu passado desbotado

Autor : Lord Agx

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ponte Golden Gate, a ponte dos suicidas.

A Golden Gate Bridge (em português: Ponte do Portão de Ouro) é a ponte localizada no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, que liga a cidade de São Francisco a Sausalito, na região metropolitana de São Francisco, sobre o estreito de Golden Gate. A ponte é o principal cartão postal da cidade, uma das mais conhecidas construções dos Estados Unidos, e é considerada uma das Sete maravilhas do Mundo Moderno pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis.

A ponte é um local frequente para suicídios. A queda dura aproximadamente quatro segundos e quem salta da ponte atinge a água a uma velocidade de 120 km/h, que é quase sempre fatal.
Uma contagem oficial foi feita, organizada por ordem de lâmpadas. A lâmpada mais próxima, dos 128 postes de iluminação da ponte, era a referência ao suicida. Quando foi terminada, em 2005, a contagem ultrapassava os 1200 suicidas e passou a adicionar um suicida a cada duas semanas, de acordo com a média da estatística. Em 2006 foram confirmados mais 34 suicidas e outros 4 suicidas cujos corpos nunca foram encontrados. No mesmo ano a entidade responsável pela ponte removeu 70 pessoas suspeitas de tentar cometer suicídio.

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Trinta e duas pessoas saltaram para a morte da Golden Gate, em 2010, aproximadamente o mesmo número que em cada um dos dois anos anteriores, de acordo com o escritório do legista do Condado de Marin.
Trinta e uma pessoas se suicidaram no período em 2009, como 34 pessoas fizeram em 2008.
Estima-se que 1.400 a 1.500 pessoas cometeram suicídio no Golden Gate, desde que a ponte foi inaugurada em 1937.
A maioria dos que saltam – cerca de 83% – são residentes de Bay Area, de acordo com um estudo que investigou as mortes da ponte em 1994-2009.
Esse relatório também descobriu o suicida típico são homens, solteiros e de até. E muitos alunos precipitam-se sobre os trilhos sem qualquer preocupação.
Além daqueles que pularam da ponte o ano passado, 75 outras pessoas que “mostraram sinais de serem suicidas” foram arrancadas do parapeito da ponte, segundo o escritório do legista disse no seu relatório.

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Vídeos:


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Documentário (Vale muitão a pena ver):



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Fonte : IssoÉBizzarro.xpg.com.br



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quinta-feira, 21 de junho de 2012

O Corvo

O CORVO - Edgar Allan Poe - tradução Fernando Pessoa

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais."
Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais".
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais.
Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
Foi, pousou, e nada mais.
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o corvo, "Nunca mais".
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".
Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".
A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele "Nunca mais".
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!
Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!

O CADÁVER

O CADÁVER

” Como pode tão branca derme
não atrair da terra os vermes,
E nem do céu a neve como berne
Deste frio cadáver embalsamado em germe?
Do vinho ao sangue que me lavo,
Da carne a alma em que me salvo,
Sou tão cadáver quanto tu, princesa deste salmo,
Sou tão abstrato quanto o fundo de seu covil…um palmo.
Como pode uma mão tão fria
Ocultar como um vel
Os olhos de um anjo ao cair do céu?
Espero-te no inferno perguntar-me em prosa
O por que parei de me alimentar de tua carne,
Responderei em versos que tua alma é mais saborosa.”

Lord Byron.

She Walks In Beauty like the night

Lord Byron – She Walks In Beauty like the night

She walks in beauty, like the night
Of cloudless climes and starry skies;
And all that’s best of dark and bright
Meet in her aspect and her eyes:
Thus mellowed to that tender light
Which heaven to gaudy day denies.

One shade the more, one ray the less,
Had half impaired the nameless grace
Which waves in every raven tress,
Or softly lightens o’er her face;
Where thoughts serenely sweet express
How pure, how dear their dwelling place.

And on that cheek, and o’er that brow,
So soft, so calm, yet eloquent,
The smiles that win, the tints that glow,
But tell of days in goodness spent,
A mind at peace with all below,
A heart whose love is innocent!

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There is a pleasure in the pathless woods,
There is a rapture on the lonely shore,
There is society, where none intrudes,
By the deep Sea, and music in its roar:
I love not Man the less, but Nature more,
From these our interviews, in which I steal
From all I may be, or have been before,
To mingle with the Universe, and feel
What I can ne'er express, yet cannot all conceal.



Há nas matas cerradas um prazer
Há nas encostas solitárias um arrebatamento,
Há sociedade, onde ninguém pode intrometer,
Pelo mar profundo, e música em seu lamento:
Eu não amo menos ao Homem, mas à Natureza mais,
Dessas nossas entrevistas, nas quais capturo
De tudo que eu possa ser, ou tenha sido tempos atrás,
Para me misturar ao Universo, e sentir puro
O que nunca posso expressar, ainda que não possa esconder

Autor : Lord Byron