sábado, 3 de março de 2012

A Floração

Alegre, alegre Pardal !
Sob a folhagem tão verde
Uma floração perfeita
Te vê, às flechas igual,
Buscar teu berço natal
Junto ao meu peito.

Belo, belo Pintarroxo !
Sob a folhagem tão verde,
Uma floração perfeita
Ouve o teu soluço baixo,
Belo, belo Pintarroxo !
Junto a meu peito.

Autor : Willian Blake

A rosa doente

Oh rosa, estás doente !
O verme que se aventa
Invisível à noite
Nos uivos da tormenta

Encontrou o teu leito
De prazer carmesim ;
E seu escuro amor secreto
À tua vida põe fim.

Autor : Willian Blake

onde os anjos não voam

onde os anjos não voam

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Luiz de Castro

Sou Triste, e dai?

Sou Triste, e dai?

Desculpa-me se sou assim.
A vida me modelou
E se a tristeza no meu rosto
Não condiz com quem sou.


Amor. Quero só lhe dizer
Se for assim comigo é porque quero
A vida inútil que traço, ao dizer...
Te amo e te quero.


E daí se sou triste.
É que eu sempre quis.
Fazer o que? Se milhares de lagrimas.
Não desistem de cair.


Sorte sua, poder dizer:
Sou feliz, a vida é assim.
Só lamento pelas ilusões
Que esta disposta a sentir.


E daí se sou triste.
E se choro, é por que
Lagrimas, são faíscas
Da explosão do meu coração.


Sou triste sim, e daí?
Você chicoteou meus sonhos
Com seu amor de bem me quer.


Acha que caio nessa de novo?
De vem ser feliz comigo.
A tristeza é parte minha
E não a vendo pra ninguém.


Amor saiba, sou assim.
De pálpebras caídas
E o sono pela vida.
E a falta de ansiedade para viver.


Desculpa, sou assim.
Alegria de triste ficar
E amar sozinho estar.
Perdoe-me se eu possa
Solitário também pensar.


Sou triste, sim, e daí?
Faço do inverno
O seu verão.
Alegrias não bastam
Para chorar de solidão.


Sou triste, sim.
Alegre não.
Já estou sem emoção
Mas ainda amor
Distribuo os pedaços de meu
Coração

Duck Fuble.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Amante da Solidão

Introdução---

Meus temores se concretizaram
E os versos a min faltam
Mais desgosto do que eu posso aguentar
Foi saber que tem alguém em meu lugar

Tudo o que combati ,as diversidades da vida
Agora chora por outra alma corrompida
E eu culpado, como mais poderia me sentir?
Se meu passo borra as estrelas e as faz cair

Se meu andar prejudica os puros
As nuvens ao meu ver se escurecem
Ainda sendo culpado por agitar o mar em ventania
Só afundo para não prejudicar com minha áurea sombria

E a pobre floresta, que lástima!
Devastou-se e apodreceu, a mais bela rosa cedeu
O mais belo ser morreu e a ganancia se esculpiu
Quando minha presença apareceu

Não foi por querer,
Nem sequer intencional
Mais eu danifico quem eu toco
Para min se tornou normal

Agora sigo pela contra-mão infinitamente
Com um semblante triste no peito
Não quero que sintam pena ou perdão
Sou um novo ser, um Amante da Solidão

Primeira vez

Ela me abraçava e eu chorava
Me beijava e eu abafava um grito
Me tocava e eu gemia
Mais não sentia prazer,ou alegria

Não foi sua culpa, és linda e perfeita
Mais o anjo da inocencia não supera
O demonio das lembranças
Das marcas que me deixaram

O tempo- Não seus carinhos
Fez com que a beleza apodrece-se
Dentro de min e eu fica-se
Oco em uma alma vazia...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Petite

Petite

Jeune fille écarte, homogène es séduit.
Juvénile, glabre con à moiteur, ton sexe
jusqu'à charnelles lapées au viscieux narthex,
jouette petite mon joujou t'es conduit!

Veux-tu l'opium en la chapelle circonflexe ?
Désireux de prendre l'écusson toute nue
rougissent en vin petites cuisses. L'ingénue
chatouille chevronné, surprend ton petit sexe !

Schwarzken